Cadeados, presos, arrebatados, movediços como a chuva ou o vento, assim quisermos pensar. Há relatos passados que encontramos facilmente num capítulo de um livro, porque há sempre uma personagem que já deu de caras connosco neste filme da vida. Achamos conhecer todas as vírgulas quando a história nos toca com o encanto de um dejà vu quase esquecido e achamos que somos mais interessante do que julgávamos só pelo facto de termos alguém que escreveu e sentiu o mesmo que sentimos um dia, materializou-nos a alma. E depois vem o a omnipotência e a fraca percepção enublada por razões que desconhecemos. É sempre assim que me sinto quando inicio um capítulo de um livro, a sensação de uma adrenalina de uma descoberta vista pelos olhos de uma criança que capta o mundo até à percepção que aquela história já foi minha. Venderam-me em palavras e eu não sabia. Vou lamentando, ou sorrindo, conforme a descoberta.
E assim, de paralelismos improváveis nasce a semelhança.
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