
Faço fila de espera à mentira. Uma fila interminável, que seja, ou simplesmente nem chego a comprar o bilhete, não gosto da sensação de mergulhar no desconhecido alicerçado por argumentos mais ou menos fidedignos. E vou fugindo da mentira como pura vontade de me manter imaculada ao que sou. Nunca soube lidar bem com ela, é o meu pesadelo relacional, a todos os níveis. Não consigo sequer dar-lhe um beijo de simpatia ou esboçar um sorriso, ainda que amarelo. Há coisas que eu sei que não fui feita para... aceitar a mentira é uma delas.
E nesta selva a salvação torna-se cada vez mais soberba num mundo irreal de argumentos fictícios.
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