
E espero, finalmente o telemóvel toca, ansiosamente procuro saber quem se lembrou de se lembrar de mim. Vejo o nome, estremeço, mas ainda não é agora que abri a mensagem. Espero mais um pouco enquanto faço o review do choque. Apetece-me ignorar, hoje não estou para aí virada. Li, o convite é irrecusável mas tentador, é nestas alturas que precisava de um manual de sms perfeitamente sucinto em piloto automático na minha cabeça. Não me apetece pensar nem tomar decisões.
E é neste ponto da vida em que estamos, dependentes de coisas que nos chegam até nós não por via dos "olhos-nos-olhos" mas por um aglomerado de palavras ordenadamente seguidas num visor qualquer. E decidimos tudo na mesma medida em que as coisas nos chegam, por sms. E julgamos ser óptimos nesta coisa da vida porque mais uma vez tomamos uma decisão sem ter que lidar de frente com o problema.
And in the end, the love you take is equal to the love you make - The Beatles.
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