
Às 10h acordo.
Às 11.30h os meus sonhos estão perfeitamente extasiados dentro do meu cérebro a pedir a todo o momento que os realize. Meio zonza e inconsciente sei que é mais um daqueles dias em que não posso mais esperar. Os sonhos também não mas às vezes vou-me esquecendo da importância que eles assumem na minha vida social.
Vou fugir deles, penso para mim, como sendo a única solução possível. Custa sonhar, afinal nem todos os sonhos têm a morada aqui ao lado, alguns moram longe, outros insistem em não ter morada certa.
Traço o caminho, a minha moleskine está cheia de palavras. frases. desenhos. ideias. Esperam só de uma data que os façam sair do papel.
Fecho os olhos e ligo o rádio, a lua por cima de mim. E penso. O sabor da glória é preferível ao amargo de nunca sequer tentar.
E hoje assumi que agora os meus sonhos são a minha luta.
Utopias, nunca neguei que este é o meu melhor estado de lucidez.
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